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 A POESIA E O POETA

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AutorMensagem
Damião Cavalcanti
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Data de inscrição : 03/07/2009
Localização : JOÃO PESSOA - PARAÍBA

MensagemAssunto: A POESIA E O POETA   Qua Out 28, 2009 4:33 pm

A poesia e o poeta


A poesia existe antes do poeta. É ela o belo dos filósofos, anda à busca de sentimentos, da sensibilidade humana que a traduzem em música, pinturas, esculturas, imagens, artes cênicas, enfim, em palavras e versos. É a “poésis” bruxuleante, desejando intensamente sair à luz das sombras da caverna platônica. Porém, como independência existencial, a poesia existe antes e depois do poeta. Por isso, mesmo que o poeta morra, ela continuará a existir.

Espontânea, mas nunca o é gratuitamente. Tomando uma analogia aristotélica-tomista a respeito da conceituação, a poesia se manifesta ao intelecto como se preenchesse um recipiente. Nenhuma gota fora da forma, da capacidade e da subjetividade de cada um. É como esta crônica que está sendo apreendida conforme o recipiente de cada leitor. Nesse sentido, aparecem críticos, alguns escritores, que exigem serem nossos recipientes iguais aos seus, como condição de sermos poetas. Como essa exigência é uma aberração epistemológica, afirmo: todos podemos ser poetas, relativamente, todos somos poetas, sem ferir a “poésis”, que navega nos mares do belo e voa nos ares da liberdade. Basta à poesia vir ao nosso encontro, penetrar nosso ser e, em nós, encontrar palavras para anunciá-la. Vi em Sousa o repentista Zé Paulino, simples, com essência de povo, disputando versos consigo mesmo. A quem compará-lo? Era o cordel vestindo linho, sem desprezar o casaco de couro, riscado pelos gravetos da mata seca, paramento ritualístico da melodia plangente e melancólica do canto do aboio.

A poesia se veste de Musa, furtiva como as belas mulheres. Mostra-se, aos poucos, sensual, em forma de mote, suscitando inspiração, criatividade, até se tornar assunto. Se dissimulada ou arredia como a mulher que se nega, a poesia proporciona sofrimentos, escondendo-se do poeta. O poeta olha a pedra e, diferentemente de Drummond, vê apenas pedra. Esta fuga ou contágio tresmalhado cativa o poeta e o compromete ainda mais. Assim como o ferro é calor ao participar do fogo, o escritor, não importa em que intensidade, torna-se poeta ao participar da poesia. [/size]
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Última edição por Damião Cavalcanti em Ter Jun 08, 2010 6:14 am, editado 2 vez(es)
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Vilma Piva
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Data de inscrição : 02/07/2009
Localização : Araras - SP

MensagemAssunto: Re: A POESIA E O POETA   Dom Nov 01, 2009 2:52 am

Damião, querido Imortal Poeta Cronista

Tua crônica revela o todo intrínseco da poética.
Criador e criatura, sujeito e predicado, poeta e poesia
de maneira inteligível para todos que te lêem.

Lembrando as palavras de Fernando Pessoa parte dessa poesia:

........
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
(Fernando Pessoa)

Like a Star @ heaven Sem dúvida a sua afirmação é procedente pois não é possivel qualquer comparação se todos podem ser poetas sendo cada um, singularmente cada um .
Parabéns por tua brilhante crônica!!! Adoreiiiiiii
Bravissimo!!!

Beijos Lindos,
Vilma


Última edição por Vilma Piva em Dom Nov 01, 2009 7:39 am, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A POESIA E O POETA   Dom Nov 01, 2009 4:58 am

Mestre e Imortal Poeta Damião Cavalcanti.


Na via contrária de Patativa do Assaré e de outros tantos mestres da literatura, até mesmo em contraposição ao intelectualíssimo francês de Paul Valery, o poeta-filósofo, o conceito de Poesia Pura para mim é controverso.

Penso que a poesia não é apenas para ser lida, mas principalmente para ser sentida. Lemos os versos, sentimos a poesia, que não é construida apenas de palavras. Um poema, contém o espírito do poeta. A poesia independe da forma que a moldou. Pode-se preencher uma fôrma, como a do soneto, por exemplo, com sílabas completamente sem sentido.

A poesia vive no poeta e está dentro do poeta que a lê. Poeta é aquele que faz o leitor entrar em "estado de poesia" ao ler os versos.

Como bem diz um dos maiores poetas brasileiros vivos, seu conterrâneo, o paraibano Gildes Bezerra, em seu ainda inédito livro "Diários", diário CIX:


O poema
é feito
de versos.
Os versos,
de palavras;
e a poesia,
de espírito.



Parabéns pelo elucidativo e prazeroso texto!
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Damião Cavalcanti
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Data de inscrição : 03/07/2009
Localização : JOÃO PESSOA - PARAÍBA

MensagemAssunto: Re: A POESIA E O POETA   Ter Jun 08, 2010 6:22 am

Vilma Piva escreveu:
Damião, querido Imortal Poeta Cronista

Tua crônica revela o todo intrínseco da poética.
Criador e criatura, sujeito e predicado, poeta e poesia
de maneira inteligível para todos que te lêem.

Lembrando as palavras de Fernando Pessoa parte dessa poesia:

........
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.
(Fernando Pessoa)

Like a Star @ heaven Sem dúvida a sua afirmação é procedente pois não é possivel qualquer comparação se todos podem ser poetas sendo cada um, singularmente cada um .
Parabéns por tua brilhante crônica!!! Adoreiiiiiii
Bravissimo!!!

Beijos Lindos,
Vilma

QUERIDA POETISA VILMA, POR UM COMENTÁRIO DESSE VALE A PENA ESCREVER. MUITO OBRIGADO E BEIJOS. DAMIÃO CAVALCANTI <www.drc.recantodasletras.com.br>
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