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 VOLTA AS ORIGENS

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fernando cunha lima
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Data de inscrição : 10/07/2009
Localização : João Pessoa

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MensagemAssunto: VOLTA AS ORIGENS   VOLTA AS ORIGENS I_icon_minitimeQua Nov 25, 2009 10:26 pm

VOLTA AS ORIGENS[/size]

Fernando cunha lima.[/size]


Um ranger detrás da porta duma chave enferrujada,

Uma cumeeira torta, uma porta destravada,

Uma janela trancada carcomida por cupim,

Um morcego assombrado quando voa sobre mim

Encontrei na velha casa onde foi minha morada.



Um isidoro de vara, com um colchão de capim,

No meio da camarinha o ninho duma galinha.

Uma gaiola aberta dum canário de estalo

Lá fora um cantar de galo lá dentro não há ruído,

Um silêncio enxerido se escuta em solidão.



A batida do portão vem de um vento sem sentido

Um pato faz alarido um guiné pede licença

Na há saudade que vença essa minha nostalgia

A sesta do meio dia e na tarde o por do sol,

As cores do arrebol da minha antiga fazenda.



Que já foi minha vivenda num cantar de rouxinol,

Lá na sala um torto anzol jaz sem linha enferrujado

Onde pegava um pescado para não morrer de fome

Um gato dá seu miado, mas parece lobisomem,

A saudade me consome quando eu volto por aqui.



Um porco fuça na lama quase seca duma poça.

O retrato duma moça hoje todo amarelado

E o altar prateado esculpido na parede,

A lembrança duma rede que não sei por onde anda

A brisa pela varanda as batidas das cancelas.



São estas recordações se volto à casa antiga.

Mesmo assim não há quem diga que sinto saudades delas

Por rever cenas tão belas acabadas pelo tempo

O poema é passatempo, mas eu estou consternado,

Um candeeiro um machado em um canto escondido.



Tudo não faz mais sentido quando tudo foi embora.

Valei-me Nossa Senhora quanto caminho desfeito,

Me dá uma dor no peito e minha saudade chora,

Somente o toque dum pinho mataria a tristeza

Em cima da velha mesa tem um alguidar de barro.



Um pinico pra escarro quatro panelas furadas.

Lá fora duas privadas cujo o papel é segredo

Chega até me meter medo esse quarto tão escuro

Cerca de vara era muro arame corda de agave,

O vôo de uma ave assustou-me viandante.



Que paro por um instante quase ao findar o dia

E rezo a Ave Maria antes de me retirar,

Que vontade de chorar aperta meu coração,

Antes de ter que voltar vou até a camarinha,

A dos meus pais e a minha a outra do meu irmão.



Sem sapato piso o chão como querendo ficar,

Mas nunca mais vou deixar a minha velha morada.

Pra tomar banho de rio ainda de madrugada,

Escutando um assovio olho pra trás não é nada,

Me dá um forte arrepio não gosto nem de lembrar.



No poço de água doce traíra bagre e mussum,

Hoje não há mais nenhum é como um poço não fosse,

Tirar água pro o cus-cus do milharal do roçado,

Fico todo arrepiado e rezo em nome da cruz

Somente d’alma penada o lugar é habitado.







Fernando pedindo desculpas aos grandes Mestres

Elamer e Odir, reconhecendo, não ser essa a minha

Praia.25-11-09. jampa.[/size][/size]
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Vilma Piva
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Vilma Piva

Data de inscrição : 02/07/2009
Localização : Araras - SP

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MensagemAssunto: Re: VOLTA AS ORIGENS   VOLTA AS ORIGENS I_icon_minitimeQui Nov 26, 2009 7:44 am

Fernando, querido Poeta,

Maravilhas avivadas nesse teu belissmo cordel !!
Parabénsssssssss. Adorei!!!

Beijos lindos
Vilma
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Marli Franco
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Data de inscrição : 03/07/2009
Localização : São Paulo - SP

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MensagemAssunto: Re: VOLTA AS ORIGENS   VOLTA AS ORIGENS I_icon_minitimeSab Nov 28, 2009 8:07 am

Fernando

Querido Poeta e Mestre dos Versos novamente fico encantada com a tua versatilidade, vens com brilhante maestria me fazer relembrar da minha doce Pedreira e o rio Jaguari.

Parabéns caríssimo adorei estar aqui.

Aplausos !


um beijo de violetas e meu carinho
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MensagemAssunto: Re: VOLTA AS ORIGENS   VOLTA AS ORIGENS I_icon_minitime

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